A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) participou de da ação que garantiu nove dias de atendimento intensivo e orientações para famílias extrativistas do município de Gurupá, no Marajó. Moradores dos Projetos de Assentamento Extrativistas (PAE) e unidades de conservação na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Itatupã-Baquiá receberam os serviços no período de 30 de novembro a 8 de dezembro.
“Tem comunidade aqui, que nós visitamos, que está a 15 horas de viagem da cidade. Então, para ele vir na cidade fazer cadastro demora muito. E aí, a gente foi até essas comunidades para fazer esse atendimento”, explica Josimar Vasconcelos, representante da Coordenadoria de Sociobioeconomia, Proteção de Territórios, Saberes e Comunidades Tradicionais da Seaf, que participou do trabalho.
As atividades contemplaram mais de 250 famílias em sete territórios extrativistas com a realização de cadastro de Famílias na Relação de Beneficiários da Reforma Agrária, adesão de famílias aptas ao Programa Bolsa verde, emissão de Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, além de esclarecimentos sobre acesso às políticas públicas estaduais e federais voltadas às populações extrativistas.
“Promover o desenvolvimento com justiça social no Marajó é um desafio histórico e, para isso, a união dos governos federal e estadual é fundamental. Temos mais de 30 políticas públicas acessíveis pelas comunidades tradicionais, muitas desconhecidas ou não acessadas pelas famílias que vivem nas florestas e estamos trabalhando para incluí-las” afirma o titular da Seaf Cássio Pereira.
Os trabalhos foram planejados pelo Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Extrativistas, Agricultores e Agricultoras Familiares do Município de Gurupá/PA e associações locais e realizados com apoio da equipe da Coordenadoria de Sociobioeconomia, Proteção de Territórios, Saberes e Comunidades Tradicionais da Seaf.
A ação em Gurupá colocou comunidades extrativistas em contato direto com a estrutura e suporte do Governo do Estado, de forma a garantir a dignidade das famílias e a floresta viva e produtiva.